REFERÊNCIA
Parque Zoobotânico também se destaca nas áreas de educação e pesquisa
Há onze anos a população paraense e os turistas que visitam a capital ganharam um espaço de conservação e contemplação da natureza. O Parque Zoobotânico Mangal das Garças é resultado da revitalização de uma área alagada de 40 mil m², às margens do rio Guamá, doada pela Marinha do Brasil.
O espaço que funciona como abrigo para uma diversificada fauna e flora amazônica aproxima a população da natureza que fica encantada ao passear pelo Mangal. As garças, símbolo do Parque, são ilustres visitantes que ganham um tratamento especial como o Momento Alimentação - espetáculo em que mais de cem garças juntas sobrevoam o Parque até o local onde é ofertado o peixe que as alimenta.

Curiosidade: apesar de levar o nome de Mangal das Garças, as aves desta espécie são de vida livre. Elas escolheram o parque para passar os períodos da manhã, tarde e para se alimentar. Á noite elas procuram as praças com árvores de grande porte para dormir.
PESQUISA E REPRODUÇÃO
Orientar, informar, educar e cuidar são as principais missões que a Organização Social Pará 2000 que administra o Parque tem com o Mangal. A gerente Rafaella Rodrigues, a veterinária e doutora em ciência animal Stefânia Miranda e o biólogo Calo Santos Silva - mestre e doutorando em ciência animal pela UFPA, registrado no conselho regional de biologia da região, são os responsáveis por comandar esses cuidados. "Realizamos manutenção constante de todos os espaços físicos, com troca de madeiras, manutenção do jardim, além do cuidado com os animais. Por trás do que o visitante conhece, temos uma equipe dedicada que está sempre estudando a variabilidade genética e outros fatores, garantindo assim um ambiente saudável e favorável para a reprodução das aves, borboletas e outros animais que habitam o Mangal", ressalta Caio Silva.

O Mangal é também referência na reprodução e criação artificial de guarás, o que possibilita o intercâmbio de espécies com outros zoológicos brasileiros. Este processo é autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Rama). As mais de 500 espécies de aves e quelônios que habitam o Parque são de propriedade da União. Logo, o corpo técnico do Mangal envia a declaração anual de atividades do plantel, garantindo assim regularidade perante o órgão.

Visando o desenvolvimento da fauna brasileira, o Mangal apoia a coleta de material biológico e projetos de pesquisa científica, aprovados pelo Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO), em parceria com instituições e universidades de todo País.
Em 2013, uma equipe de técnicos do Instituto Municipal de Paisagem Urbana (IM-PU) de São Luis do Maranhão, visitou o Mangal para receber orientações na instalação de um borboletário no Parque do Bom Menino, na capital maranhense.
OPÇÕES DE LAZER
A OS Pará 2000 oferece o serviço de visita monitorada que promove a educação ambiental de crianças, jovens e adultos. Em 2015, mais de 9 mil pessoas de escolas públicas e particulares, além de associações, entidades e os participantes do projeto Turismo na Escola - uma parceria do Mangal com a Belemtur, realizaram a visita guiada. Nos primeiros quatro meses de 2016, já foram atendidos 36 grupos e 1.187 visitantes. Este é um serviço gratuito que transmite para a população informações sobre a história do Parque, de com é formado o bioma amazônico, além de noções de preservação ambiental.
As crianças recebem uma atenção especial, pois a educação delas é fundamental para um futuro melhor. O Teatrinho do Mangal apresenta quinzenalmente, aos domingos, espetáculos voltados para a conscientização da preservação ambiental. As apresentações começam a partir das 10h30, no entorno do Memorial da Navegação. O Momento Ecozooo antecipa o Teatrinho com a explanação dos tratadores de animais e estagiários do parque sobre a fauna que vive no espaço. Outro serviço gratuito oferecido é a Colônia de Férias no mês de julho.
Referência como atrativo turístico, foram criados no Parque momentos que potencializam a interação do visitante com a natureza, como o momento Alimentação de Peixes, tartarugas e garças, bem como a soltura das borboletas dentro do borboletário - o segundo maior da América Latina com 1.400 m². Atrativos que destacaram o Mangal no site de avaliação TripAdvisor,com certificados de excelência e prêmio flavellers Choice.
"Gostaria de convidar todos aqueles que ainda não conhecem o Mangal, que venham conhecê-lo, e aqueles que já o conhecem, que intensifiquem suas visitas. Este é um espaço público e gratuito que toda família pode desfrutar com tranquilidade e segurança, em permanente sinergia com a natureza. Seja para contemplar as borboletas, seja para ver a cidade de cima do Farol de Belém, ou mesmo para uma simples caminhada, a experiência é sempre agradável", ressalta Alano Pinheiro, presidente da Organização Social Pará 2000.
O Parque Mangal das Garças funciona de terça a domingo, no horário de 9h às 18h. A entrada no Parque é gratuita. Para visitar os espaços Farol de Belém; Viveiro das Aningas; Memorial Amazônico da Navegação e o Borboletário é necessário adquirir o bilhete de cada espaço por RS 5, ou um passaporte incluindo todos os espaços por R$ 15.
SERVIÇO
-> Parque Mangal das Garças
Pass Carneiro da Rocha s/n (ao lado do Arsenal da Marinha)
Telefone/fax: (91) 32425052
PROGRAMAÇÃO
Acompanhe a programação no site: www.mangalpa.com.br e nas redes sociais twitter mangal_pa, Instwam: mangaldasgarcas e Facebook: Mangaldasgarças.
Programação fixa do Parque:
9h - Momento Alimentação de Peixes e Tartarugas no Recanto da Curva
10h e 16h - Momento Soltura das Borboletas no Borboletário
11 h, 15h e 17h30 - Momento Alimentação das Garças no Recanto da Curva
PAVÃOZINHO DO PARÁ
Em 2010, ocorreu a doação de três indivíduos da espécie Pavãozinho do Pará para o Parque. Assim começou um estudo para viabilizar a ambientação e a reprodução dessa espécie no zoológico. Em 2012, uma fêmea desta espécie foi encontrada debilitada pelas redondezas do parque e a equipe técnica a acolheu e reabilitou-as. No ano seguinte, em 2013, foi comemorada a primeira reprodução dessa espécie no Mangal - este fato havia sido registrado pela última vez na década de 60, no zoológico do Rio de Janeiro. Atualmente existem 11 Pavãozinhos do Pará no Mangal, cinco no borboletário e os demais no setor extra do parque, sendo seis machos e três fêmeas. O Mangal tem parceria com o Instituto Evandro Chagas, apoiando projetos de pesquisas que incluem esta espécie, e em contra partida o instituto faz a sexagem das aves do Parque. Duas ainda estão aguardando o resultado dos exames.

