
A gastronomia paraense, sua originalidade, autenticidade e prestígio cada vez maior no cenário internacional será o tema central do segundo dia de programação da Semana Mundial do Turismo, que acontece nesta terça-feira (27), a partir das 18 horas, no Cine Olympia. No Pará, a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) preparou uma extensa programação, entre os dias 26 e 29 deste mês, em celebração ao Dia Mundial do Turismo, em 27 de setembro, data oficia lmente estabelecida pela Organização Mundial do Turismo (OMT) no ano de 1980, logo após a implementação do seu estatuto.

A programação da noite será aberta com o painel de debate “Bate Papo Gastronômico: Da Floresta para a Mesa”, que reunirá o jornalista Fernando Jares; o doutor em Turismo, Álvaro do Espírito Santo, coordenador do Prodetur/BID no Pará, da Setur; Eduardo Leão, secretário-adjunto de Estado de Desenvolvimento, Mineração e Energia; Joanna Martins, diretora executiva do Instituto Paulo Martins; Rosane Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PA); e Lúcia Torres, boeira do Mercado do Ver-o-Peso.
Em seguida, o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes, fará o lançamento do Folheto Promocional da Gastronomia do Pará. Um sofisticado material gráfico que será utilizado para divulgação da culinária paraense em feiras, eventos, restaurantes e espaços empresariais do Brasil e exterior. As informações contidas no folheto também tem o papel de chamariz para a atração de novos investimentos e oportunidades de negócios no segmento turístico e gastronômico, contemplando uma das cadeias de valor do Pará 2030.

Para Adenauer Góes é preciso referenciar o processo de construção que hoje resulta no sucesso da gastronomia paraense. “A Setur tem um entendimento claro da importância da gastronomia, sob a ótica cultural, voltada a produtos turísticos, baseado naquilo que vem sendo construído ao longo do tempo e que propiciou esse fortalecimento da culinária paraense tanto no cenário nacional quanto internacional. Se hoje o Pará é uma referência nesse aspecto, isso é resultado da capacidade técnica dos chefs paraenses, dos equipamentos oferecidos, bem como dos insumos utilizados. O apoio à gastronomia, como um produto do turismo cultural, tendo por base os elementos da nossa culinária, é um processo que vamos construindo com a organização e ordenamento da rede de prestação de serviços”, garante.
Logo após, serão exibidas algumas imagens do projeto “Compartilhe suas Férias”, que incentivou a comunidade a enviar e ceder fotos para utilização nas mídias sociais do VisitPará, e assim concorrer a premiações ofertadas pela Setur e instituições parceiras. As inscrições ao concurso foram abertas no início de julho de 2016, ganhando destaque a Ilha de Mosqueiro, a praia do Pesqueiro, em Salvaterra, no Marajó, e Salinópolis, no nordeste do Pará. A mostra de fotografias termina com uma breve seleção feita pelo fotógrafo Fernando Sette Câmara durante a produção da Expedição Pará.
A noite encerra com a exibição do filme documentário “Belém 400 Anos: A influência francesa na capital paraense”. O vídeo é uma produção do escritor e jornalista Fábio Ávila e a Aliança Francesa de Belém, realizado com patrocínio da Empresa Imerys por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio da Embaixada da França, Consulado da França em Belém, Governo do Estado do Pará e Prefeitura de Belém.
Em 52 minutos, a película faz um importante registro, resgate e divulgação da história da capital paraense, com foco principal no período áureo do Ciclo da Borracha, que ficou marcado como Belle Époque. o vídeo mostra os motivos que tornaram Belém conhecida como a “Paris N’América”, quando a capital paraense entrou para o circuito mundial da cultura ocidental e absorveu forte influência francesa. O documentário destaca vários elementos como a arquitetura, cultura, música, paisagismo e comportamento de famílias da época, que gozavam de luxos típicos de moradores de uma capital europeia.
“Queremos que o belenense se encante por Belém e que isso desperte nele um cuidado maior com o que sobrevive dos legados cultural e arquitetônico franceses na capital paraense”, argumenta Ávila. A produção também levanta a questão sobre como estará esse patrimônio no futuro. “Mostramos que parte do acervo histórico, arquitetônico e cultural se perdeu com o tempo, como o Grande Hotel e outras edificações de época. É um momento de reflexão”, diz o autor.
Texto: Israel Pegado – Ascom Setur
Fotos: Agência Pará
