
O desenvolvimento de um modelo de turismo sustentável para os estados amazônicos é o objetivo de autoridades públicas, empresários, profissionais da área e estudiosos reunidos no I Congresso de Turismo, Hospedagem e Gastronomia da Amazônia Legal, que teve início nesta segunda-feira (12), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
Um público de cerca de 500 pessoas participou da abertura do congresso, que contou com a presença do secretário nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo (MTur), Vinícius Lummertz. “O Brasil busca atalhos, meios para desenvolvimento econômico e social, e o turismo é um caminho. Mas, investimento no turismo que não for sustentável, não pode ser chamado de turismo. Para mudarmos a realidade sócio-econômica, é preciso a compreensão político-institucional de que o turismo é um bom negócio. A Amazônia é singularmente um desejo das pessoas, é um desejo do mundo. Porém, a questão que se apresenta é: Nós temos produtos para isso? O MTur está a disposição para cooperação estratégica na Amazônia, pois turismo não é um custo, é investimento. Quando o turismo entra em cena, move-se a economia”, afirma ele.

Para o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes, eventos como este tem a capacidade de acelerar o desenvolvimento turístico da região e do país. “O Estado do Pará reconhece o turismo como uma atividade econômica e produtiva. Agora, como é que podemos dar passadas mais rápidas para transformação desse potencial em produtos? Sem empresário não tem turista, não tem turismo, assim como sem empresário não há nenhuma outra atividade econômica. O trabalho aqui é em prol do crescimento, para geração de emprego e renda, e em última análise a melhoria da qualidade de vida da população”, garante ele, para quem o congresso tem o papel fundamental de sintonizar gestão pública e iniciativa privada.
Durante a solenidade de abertura, também foi firmado o acordo de cooperação técnica entre Banco da Amazônia, Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e Confederação Nacional do Turismo (CNTur) para fomento do turismo no estado. O documento foi assinado pelo secretário Adenauer Góes, pelo diretor Comercial e de Distribuição do Basa, José Roberto de Lima, e presidente da CNTur, Nelson de Abreu Pinto.
Com a assinatura do documento, o Banco da Amazônia se compromete em atuar no fomento ao turismo no Pará, alinhado com as prioridades específicas do setor, definidas pelas políticas dos governos federal e estadual, como o Plano Estratégico de Turismo Ver-o-Pará, além de contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva e das alianças institucionais com o trade turístico paraense.
“Começa hoje aqui uma cruzada para resgatar o que o país deve em relação à Amazônia e debater o potencial que o turismo tem de desenvolver a Amazônia Legal, respeitando o meio ambiente”, afirma Nelson de Abreu Pinto.
Para o dirigente estadual da CNTur no Pará, Álvaro do Espírito Santo, a região amazônica, sob o ponto de vista do mercado internacional, é um território único. “O objetivo aqui é integrar os interesses de todos os estados da região, fazer jus a essa imagem, responder ao questionamento do que é preciso fazer para consolidar o turismo sustentável e uma política que atenda aos anseios da Amazônia Legal, para que o turismo ocupe o espaço que ele tem direito no contexto de desenvolvimento”, concluiu.
O congresso que vai até quarta-feira (14), encerrou seu primeiro dia com a conferência magna do professor doutor da Universidade de São Paulo (USP), Mário Carlos Beni, que falou sobre “Cenários do Século XXI e Turismo na Amazônia”. O evento realizado pela CNTur tem apoio institucional da Setur/PA – vinculada a Secretaria Especial de Desenvolvimento e Incentivo à Produção (Sedip) do Governo do Pará, Associação de Secretários e Dirigentes do Turismo de Capitais e Destinos Indutores (Anseditur), Bancada do Norte da Câmara dos Deputados e Agência de Desenvolvimento do Turismo da Macrorregião Norte (Adetur Amazônia).
Fotos: Fábio Costa/Agência Pará
