
Os palestrantes do Seminário de Cooperação da PanAmazônia para o Desenvolvimento do Turismo e Gastronomia, realizado na manhã desta quinta-feira, no hangar, manifestaram posição a favor de que os segmentos produtivos do turismo, gastronomia e aéreo são importantes ferramentas para integrar os países que formam a chamada região da PanAmazônia, demarcada pelos territórios que ocupam o bioma amazônico.
O evento, moderado pelo secretário de Estado de Turismo do Pará, Adenauer Góes, teve a apresentação do portfólio de ações, projetos, compromissos e realizações da Associação PanAmazônia, entidade criada há dez anos, com sede em Manaus, e representada na Feira Internacional de Turismo da Amazônia, pelo sue diretor-executivo, Belisário Arce.
Três palestras enfocaram temas da maior relevância e preocupação de estudiosos, empresários, turismólogos e gestores públicos para os avanços e estruturação que se apresentam como desafios na implementação de políticas que trabalham o turismo e a gastronomia como segmentos de negócios e geradores de emprego e renda para as populações locais.
Aspectos da “Agenda Amazônica 21”, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), foram destacados pelo professor José Seixas Lourenço, ex-reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), analisar o que chamou de “ciclo virtuoso” de toda a trajetória das iniciativas realizadas, desde as universidades, governos e setor empresarial, com o objetivo de superar barreiras e consolidar um modelo de economia baseado no turismo como apelo de negócio.
“E a Amazônia tem uma marca, tem um simbolismo muito forte, então imagine se a gente consegue os meios de infraestrutura, que aqui foram colocados neste seminário, de acessibilidade aérea, que permita, por exemplo receber o contingente de chineses que fazem turismo no mundo hoje, estimado em duzentos milhões de pessoas circulando pelo mundo. Então se a gente tiver continuidade nesse processo, nós temos a chance de fazer do turismo uma meta”, reconhece Seixas Lourenço.
Já a “Gastronomia pan-amazônica como elemento da promoção e fortalecimento regional”, foi o tema do renomado chef equatrano, Edgar León, que por quatro anos assinou o cardápio da Casa Branca, no governo do ex-presidente Barack Obama. O chef León causou surpresa quando disse que o Equador tem cerca de 4.754 tipos diferentes de sopas, e perguntou à platéia quantas sopas não existem na PanAmazônia, sem deixar de elogiar o sabor do açaí, cupuaçu e jambu.
O gerente da companhia Avior Airlines, da Venezuela, Hétcor Valdez falou da “integração aérea regional e fortalecimento do turismo na Amazônia continental, destacando os equipamentos que a empresa utiliza, inclusive um Air Bus 340-300, e os dez países onde operam. No final, Valdez fez uma provocação ao secretário de Turismo Adenauer Góes, de iniciarem negociações para a Avior Airlines passar operar em Belém, além de Manaus, integrando o turismo na região.
O secretário da Setur, Adenauer Góes, ao fazer a avaliação otimista das dos temas levantados nas palestras do seminário no horizonte dos negócios e economia, ao lembra que o turismo em uma semente plantada no passado, e uma situação muito favorável, apesar de toda crise brasileira.
“Temos que avançar para que essa semente tenha um novo ciclo de adubação e energia que propicie o seu crescimento, e eu diria que o Pará vive esse momento de dar passadas à frente no turismo, como atividade econômica”, comemora Adenauer Góes.
Em relação à provocação do executivo da empresa Avor Airlines, de operar em Belém, e integrar a PanAmazônia, titular da Setur, recoheceu que é uma das grandes oportunidade surgidas com a realização da oitava FITA, disse que será dado sequencia, que as conversar já iniciaram, tudo para desenvolver uma conversa que possa trazer a Avior para atuar no Pará, fazendo ligações com a Venezuela, Colômbia, Peru e outras capitais da PanAmazônia.
Texto: Douglas Dinelly
Fotos: Israel Pegado
