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Pará investe e pode dobrar o número de turistas norte-americanos

Aumentar o fluxo e o número de turistas norte-americano no Estado do Pará. Com esse objetivo principal, Secretaria Estado de Turismo (Setur) realizou o Workshop de Promoção Internacional, na tarde desta segunda-feira (16), no auditório do órgão, com a participação de agentes de viagens, representantes de hotelaria, empresas de eventos, transportadoras turísticas e da Infraero.

Conhecer um pouco mais da realidade do mercado norte-americano, o perfil desse turista, o potencial emissivo dos Estados Unidos, os destinos paraenses que tem força para serem comercializados na América do Norte e o resultado da ação Experiência Pará, realizada em Orlando, na Flórida, de 2 a 6 de dezembro, foram alguns dos temas debatidos durante o evento, que contou com a presença de especialistas, como Gisele Lima, publicitária com experiência em Marketing na Alemanha. Com trabalhos realizados em 26 países, Gisele falou da força da oferta turística e de como Pará consegue oferecer uma experiência única de Floresta Amazônica completa.

“Na nossa visão, na experiência que nós tivemos com os operadores norte-americanos na USTOA, isso demonstra que Pará – dentro de um contexto de experiência de Floresta Amazônica – consegue aportar uma diversidade, uma magia, que contempla não apenas a experiência da floresta, mas o conforto de uma cidade cosmopolita e cultural. Floresta de manhã, ópera a noite. Bom restaurante de manhã, inserido no meio da floresta, praias fluviais e marítimas, sol e praia, ecoturismo e aventura, muito completa”, comentou Gisele.

De acordo com números do sistema Sabre Vacations, cerca de 20 mil turistas norte-americanos chegaram ao Pará por meio aéreo, de setembro de 2018 a outubro de 2019. E segundo a USTOA (Associação de Operadores de Turismo dos Estados Unidos), o Pará tem capacidade para dobrar esse volume no número de turistas norte-americanos em visita ao estado.

Para o secretário de Turismo do Pará, André Dias, o encontro foi positivo. Ele afirma que o planejamento da secretaria não encerra na participação de um evento, mas que este é apenas o início dos trabalhos em parceria com os empresários do setor. “O Estado ele não vende produtos, quem vende é o empresário. E nós estamos aqui para fomentar a atividade do empresário. Um planejamento de ação voltado ao mercado norte-americano, já demos alguns passos iniciais para que a gente possa entregar ao empresário o perfil do turista americano, o perfil das operadoras de turismo do EUA, para que então eles nos devolvam nessa segunda etapa os produtos para atingir cada um desses turistas”, explicou.

Segundo Maurício Américo, coordenador do Planejamento de Voos e Terminal de Passageiros da Infraero, a iniciativa é válida até porque o Aeroporto Internacional de Belém faz essa conexão direta dos Estados Unidos para Belém. “É rota de o tempo de voo é curto. O caminho é esse. A gente observa que há um crescente interesse do mercado norte-americano no Pará”, acrescenta.

Opinião do trade – Ariane Mathne, gerente geral do Hotel Mercure Belém/Accor, afirma que a iniciativa era esperada pelo mercado há muito tempo. “Hoje o turismo de experiência ele é cada vez mais buscado, as mídias sociais dizem muito isso, e a gente tem muito o que oferecer em termos de experiência. A cidade tem estrutura tanto agora através dos voos e também estrutura hoteleira para atender diferentes públicos. Hoje, o Estado do Pará tem mais preparo”, disse.

Para Simone Pereira, proprietária do Hotel Marajó e representante da Associação de Turismo do Marajó (ATM), classificou o evento como “fabuloso”, mas ponderou a necessidade de maior profissionalização de quem faz o turismo paraense e atende esse visitante. “Produtos nós temos. Falta adequarmos as exigências e normas que eles solicitam, porque é realmente um mercado exigente. O próprio nome (Marajó) já se vende em qualquer lugar do mundo que você vá. O Marajó é ecoturismo, é turismo de vivência, é observação de pássaros, natureza, sol e praia. É um mercado que precisa ser lapidado”.

O agente de viagens, Marcelo Micucci, da Gekos Receptivo, destacou que o Pará ainda precisa trabalhar a sua imagem com o público norte-americano e que essa promoção deve focar na diversidade de produtos do Pará e da Amazônia. “A gente tem um grande potencial a explorar, principalmente, com os EUA, com a liberação do visto. E precisa ser dado o primeiro passo. Esse primeiro passo foi dado hoje aqui, de uma forma muito competente e profissional”, garante

Texto: Israel Pegado

Fotos: Agência Pará