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Cidades do Marajó recebem investimentos da Setur

Um paraíso dentro Amazônia. É assim que os turistas que conhecem o arquipélago do Marajó definem a beleza da maior ilha fluviomarítima do mundo, que abriga em seu território 16 municípios. A natureza preservada chama a atenção e encanta os visitantes.

E para alavancar ainda mais o turismo na região, a Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur), vem investindo no potencial turístico do Estado. A meta inicial é de crescer em 2% o número de turistas em visita ao Pará em 2019 e em 10% até 2022, para isso o Governo do Estado estabeleceu ações pontuais e específicas que envolvem planejamento, investimento, produtos turísticos, qualificação, acessibilidade e infraestrutura em todas as regiões do Pará, incluindo o Marajó, um dos locais preferidos dos turistas.

Paulo Loureiro, que veio de Portugal, é um dos exemplos de turistas que se encantam com as peculiaridades do Marajó e resolveu conferir de perto as belezas da região, principalmente de suas praias.

"É a primeira vez que estou vindo ao Marajó e estou gostando muito. A praia do Pesqueiro é linda e a possibilidade que esse lugar dá, de estar perto da natureza, me atraiu muito. Indico a Ilha do Marajó a quem for e pretendo voltar logo", disse o turista.

A praia do Pesqueiro, a mais famosa da cidade de Soure, fica cerca de 10 quilômetros do centro da cidade. O destino é uma boa opção para quem busca tranquilidade e um contato maior com a natureza. Experiência compartilhada também pela advogada, Tatiana Cordeiro, que veio do Rio de Janeiro com a família conhecer o local.

"Aqui é super calmo e essa tranquilidade a gente não encontra nas grandes cidades, isso não tem preço. É a primeira vez que nós viemos e estamos encantados. A culinária também é muito boa. Voltaremos com certeza", ressaltou a advogada.

Comidas - A culinária é uma das características marcantes do Marajó. O sabor exótico da carne do búfalo é um destaque e um dos principais ingredientes utilizados pelos restaurantes do arquipélago.

Um dos pratos mais pedidos é o frito do vaqueiro, que segundo a tradição, era consumido pelos vaqueiros nas fazendas e substituía o café da manhã. O prato passou por adaptações e atualmente a carne de também de búfalo, arroz branco e castanha do Pará. A comida regional encanta os visitantes, é o que conta Lorena Barbosa, dona de um restaurante de família que funciona há 32 anos em Soure.

"Os turistas ficam apaixonados pelo sabor da carne do búfalo. É uma carne diferenciada porque é mais saborosa, então, eles já chegam aqui pedindo para experimentar. Nós procuramos usar tudo o que é aqui da região nos nossos pratos porque a culinária Marajoara é muito rica", destacou a empresária.

Outro ponto que revela a identidade do arquipélago é a cerâmica marajoara. A tradição foi herdada dos índios marajoaras que viveram na região no período de 400 a 1.400 A.C, a cerâmica tem características que a definem, como por exemplo, os desenhos geométricos, padronizados como se fossem letras de um alfabeto que trazem traços, ponta de flecha, entre outros detalhes que definem a arte da cerâmica marajoara.

Outro diferencial é que a tinta utilizada na confecção das peças é natural e desde a antiguidade é retirada de pedras, ou seja, os pigmentos não têm nenhum recurso químico na produção. O artista visual, Ronaldo Guedes, que também é ceramista, tem dois ateliês e além de confeccionar as peças, ensina a história da sociedade marajoara por meio da cerâmica para turistas e a comunidade do local. O artesão explica a relevância simbólica da arte marajoara.

"As pessoas quando viajam querem aprender, conhecer e ter novas experiências de vida e é ai que está a importância da cerâmica marajoara, porque ela traz consigo a história de um povo. Nós não vendemos por vender. A pessoa leva um objeto e com ele a história do lugar, para contar por onde ela for. Ela leva o Pará para o mundo", concluiu o artista visual.

Infraestrutura – Segundo André Dias, secretário de turismo do Estado, os investimentos que estão sendo realizados no Marajó beneficiarão a população diretamente. "Posso citar como exemplo as obras de construção e reestruturação dos Terminais Hidroviários de Salvaterra e Soure; a promoção de cursos profissionalizantes do Programa Estadual de Qualificação no Turismo (PEQTur); a certificação de praias com o selo de excelência Blue Flag; a sinalização turística do município de Soure, e a criação da rota turística gastronômica do Marajó são algumas delas.

Além disso, o Governo também trabalha para fortalecer a produção local e dos canais de comercialização. Um exemplo disso é a obtenção do selo de Indicação Geográfica (IG) do Queijo do Marajó. Esse selo identifica que determinado produto se tornou conhecido daquele lugar e que certa característica ou qualidade se deve, diretamente, à sua origem, o que agrega ainda mais valor ao produto, auxiliando na abertura de mercado e gerando efeitos positivos para produtores, prestadores de serviço e consumidores.

Texto: Laíse Coelho  

Fotos: Jader Paes